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Criador de vídeo educativo do Mercantil do Brasil Cultural - Edição Especial 2009 fala sobre inspiração para produção do roteiro


DVD foi distribuído para cinco mil instituições de ensino e do terceiro setor de MG; a intenção é provocar debate dos estudantes sobre a preservação do patrimônio público

Data: 28/09/2009


Um olhar atento sobre a divulgação midiática. Foi esse o ponto de partida do escritor e jornalista José Carlos Aragão para a criação do roteiro do vídeo educativo do Mercantil do Brasil Cultural – Edição Especial 2009, que este ano tem como tema Nossa Cidade, Nosso Lar que trata da questão do “patrimônio público material”. “Está tudo nos jornais, nas tevês, na internet. É impressionante a quantidade de vídeos no YouTube com cenas de vandalismo nas escolas – gravadas e difundidas pelos próprios alunos! No vídeo chegamos a incluir algumas dessas cenas reais, copiadas da internet. Mas essa percepção não se resume ao mundo virtual, num passeio pela cidade, não há quem não se sinta incomodado com tanta pichação em bens públicos ou privados”, contextualiza José Aragão.

O vídeo educativo foi enviado para cerca de cinco mil escolas e instituições do terceiro setor da capital e do interior de Minas Gerais. A partir do vídeo e do debate junto aos educadores, o público infanto-juvenil poderá participar, em diversas categorias, do Concurso Cultural, que é uma das atividades desta edição do programa.

Os temas abordados pelo Mercantil do Brasil Cultural, realizado há nove anos, sempre estiveram relacionados a questões socioambientais, como solidariedade, preservação da água, cidadania planetária, objetivos de desenvolvimento do milênio, todas elas fundamentais para a vida em sociedade. “O tema escolhido para 2009 apenas reflete, mais uma vez, a preocupação com uma questão que – sem que muitos se deem conta – afeta a vida de todos os cidadãos. Afinal, nossa cidade é o nosso lar e mantê-la limpa, conservada, funcional tem um custo que é pago, em última análise, por cada cidadão que nela reside e dela usufrui”, explicou José Aragão.

Segundo o roteirista, parece reinar um senso comum de que o que é público não tem dono e esquece-se, quase sempre, que a “prefeitura” é mantida com os impostos que pagamos. “Se destruímos o patrimônio público material, estamos destruindo aquilo que nós mesmos pagamos para ter, ou seja, pagamos duas vezes (ou mais!) pela mesma coisa”, enfatizou.

De acordo com ele, o Programa voltado para crianças e adolescentes é importante na mudança de postura, pois “esse público é mais sensível às necessidades de mudança de atitude que a maioria dos adultos. É muito mais fácil uma criança entender que não é uma conduta recomendável dispensar um papel de bala na via pública que convencer um adulto a não fazer o mesmo com a sua ponta de cigarro ou sua lata vazia de cerveja”, ressaltou.

O Mercantil do Brasil Cultural é um programa sócio-educativo realizado em cidades mineiras, onde há agências bancárias. A iniciativa tem o objetivo de contribuir com o desenvolvimento social, a partir da democratização da cultura e da conscientização de estudantes, educadores sobre importantes questões socioambientais.

Sobre o Concurso Cultural Nossa Cidade, Nosso Lar

O público infanto-juvenil pode participar do concurso, em diversas categorias, de acordo com a faixa etária: desenho (cinco a dez anos), redação (11 a 13 anos) e poesia (14 a 17 anos). Serão premiados os três primeiros lugares de cada categoria e as instituições dos alunos vencedores. Podem participar estudantes matriculados em escolas públicas ou privadas ou inscritos em instituições do terceiro setor.

As inscrições, gratuitas, foram prorrogadas e podem ser feitas até 30 de outubro, pelos Correios (Banco Mercantil do Brasil – Gerência de Marketing Corporativo e Relacionamento – Aos cuidados de André Rezende, rua Rio de Janeiro, nº 654, 3º andar, CEP: 30.160-912, Centro, Belo Horizonte / MG). As instituições do interior podem encaminhar os trabalhos para as agências do Mercantil do Brasil de sua cidade. Mais informações: mbcultural.mercantildobrasil.com.br.

Dados impressionantes sobre a depredação do Patrimônio Público:

A cidade de Belo Horizonte, por exemplo, consome cerca de R$2 milhões por ano na recuperação do patrimônio público destruído por atos de vandalismo (Fonte: TV Globo/Minas).

Roubos de tampas de bueiro custam R$100 mil por ano à cidade de São Paulo; outros R$680 mil são gastos no combate às pichações (Fonte:vejasaopaulo.abril.com.br).

No Distrito Federal, 220 orelhões precisam ser reparados todo mês, por causa do vandalismo. No mesmo período, cerca de 110 caixas de coleta de correio também são vítimas de depredação (Fonte: correioweb.com.br).

O município do Rio de Janeiro gasta cerca de R$700 mil por ano para limpar prédios e monumentos públicos das pichações. Outros R$200 mil são gastos para reparar danos causados por furtos de peças do patrimônio público de praças e jardins (Fonte: vejabrasil.abril.com.br/rio-de-janeiro).

Em Curitiba, a despesa mensal média com a troca de vidros quebrados e substituição de peças furtadas de ônibus é de R$ 15 mil. O mesmo valor é gasto com manutenção e recuperação de placas de trânsito depredadas (Fonte: g1.globo.com). “Todo esse dinheiro teria melhor destinação se fosse aplicado na melhoria dos serviços de saúde, na construção de escolas ou moradias ou em saneamento básico – só para citar alguns problemas crônicos da sociedade brasileira”, disse José Aragão.


   
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