No Mercantil do Brasil, a Gestão dos Riscos Operacional, Liquidez e Mercado está centralizada na Gerência de Gestão de Riscos subordinada à Diretoria Executiva de Controladoria.
A gestão é realizada de forma contínua e se apoia em políticas, ferramentas, estratégias e metodologias adequadamente documentadas, garantindo a assunção, o gerenciamento e a mensuração dos riscos, e em concordância com os objetivos, normas e níveis de exposição estabelecidos pelo Mercantil do Brasil.
O Gerenciamento dos Riscos de Crédito, Operacional, de Liquidez, de Mercado estão assim caracterizados:
A estrutura adotada é corporativa e proporcional à dimensão da exposição ao risco de crédito do conglomerado econômico-financeiro e compatível com a natureza das suas operações e com a complexidade dos produtos e serviços oferecidos, de conformidade com a Resolução CMN nº 3.721/09, tendo sido aprovada pelo Conselho de Administração no 2º semestre de 2009.
As atribuições e responsabilidades da Estrutura de Gerenciamento do Risco de Crédito Mercantil do Brasil estão distribuídas em diferentes níveis hierárquicos: Conselho de Administração, Comitês Diretivo e Executivo, Diretoria Executiva de Crédito, Superintendência Executiva de Crédito, Superintendência Executiva de Gestão de Crédito, Gerência de Risco de Crédito e todas as demais áreas envolvidas no processo de concessão e gestão de crédito.
O Gerenciamento do Risco Operacional no Mercantil do Brasil integra-se às estratégias e aos negócios das empresas do grupo, alinhando todos os processos existentes e praticados com as políticas vigentes. A forma de atuação possibilita a identificação das áreas com maior potencial de risco e os cenários mais críticos para, por meio de uma gestão efetiva, estabelecer os indicadores chaves de risco, controlar e mitigar a exposição ao Risco Operacional a que a Instituição está sujeita.
No Mercantil do Brasil, o Gerenciamento do Risco Operacional é realizado de forma compartilhada com os gestores das áreas, considerados especialistas dos processos, desempenhando importante papel na integração com a Gerência de Gestão de Riscos. Esta proximidade com o foco de risco possibilita uma interferência positiva, favorecendo uma gestão dinâmica e participativa.
A Gestão do Risco Operacional é segmentada sob duas abordagens: enfoque qualitativo e enfoque quantitativo. A abordagem qualitativa é composta por metodologias, ferramentas de controle, ações de mitigação e relatórios gerenciais que especificam o controle dos processos conduzidos em todas as áreas do Mercantil do Brasil. Esta fase é composta pela descrição de processos, identificação de riscos e controles e pela mitigação e plano de ação para a correção das inadequações.
Na abordagem quantitativa serão utilizados modelos de mensuração a fim de definir o capital para suportar as perdas esperadas e não esperadas advindas do risco operacional. As informações geradas deverão fornecer retorno da eficiência dos controles implementados, da dinâmica dos Indicadores Chaves de Risco – ICR e dos dados reais de perda operacional. Devem permitir, ainda, redirecionar ações no sentido de reduzir as perdas operacionais, bem como o capital a ser alocado.
A Gestão da Continuidade dos Negócios também está inserida no âmbito da área de gestão de risco operacional e consiste no conjunto de medidas preventivas e de recuperação na eventualidade de uma interrupção dos negócios, permitindo à instituição continuar operando a, pelo menos, um nível mínimo de serviço pré-determinado.
Com base nas boas práticas em Gestão de Continuidade dos Negócios, o Mercantil do Brasil busca melhorar sua capacidade de resiliência frente a eventos que causem a interrupção dos negócios. Isso será conseguido por meio da elaboração de Plano de Continuidade de Negócios para os processos avaliados como críticos na Análise de Impacto dos Negócios (Business Impact Analysis).
Buscando o aprimoramento da qualidade e efetividade das estratégias, planos e processos estabelecidos para a continuidade de seus negócios, o Mercantil do Brasil investe constantemente em novas tecnologias, metodologias e na capacitação de seus funcionários, visando atingir padrões cada vez mais elevados de sustentabilidade e perenidade de seus negócios.
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A gestão do risco de liquidez é realizada em conformidade com a Resolução 2.804 do CMN, que estabelece a necessidade da manutenção de sistemas de acompanhamento condizentes com as posições assumidas em todas as operações praticadas no mercado financeiro e de capitais, de modo a evidenciar o risco de Liquidez decorrente dessas exposições.
Visando o atendimento dessa legislação, a instituição possui dois modelos – “mapa de descasamento dos fluxos” e “movimentação diária de produtos”. O primeiro modelo permite o acompanhamento por produto, moeda, indexador e vencimento e o segundo fornece estatísticas de entrada e saída dos produtos ativos e passivos. Além disso, são realizadas projeções para o fluxo de caixa, baseada em séries históricas da movimentação de produtos de ativo e passivo.
Concomitantemente, são construídos cenários de estresse que permitem a identificação de possíveis problemas que possam vir a comprometer o equilíbrio econômico-financeiro da instituição. O Mercantil do Brasil possui, ainda, Plano de Contingência contendo estratégias e procedimentos necessários para, pelo menos, conduzir a Instituição ao equilíbrio de sua capacidade de pagamento, tendo em conta os potenciais problemas identificados nos cenários de stress.
O Gerenciamento do Risco de Mercado de todas as empresas do Mercantil do Brasil é centralizada na Gerência de Gestão de Riscos, cabendo responsabilidades, também, ao Conselho de Administração, ao Comitê Diretivo, ao Comitê de Ativos e Passivos (CAP) e ao Comitê de Caixa.
O risco de mercado é gerenciado por meio de metodologias e sistemas condizentes com a natureza de suas operações, com a complexidade dos seus produtos e a dimensão de sua exposição, bem como com a realidade do mercado nacional e internacional, permitindo embasar decisões estratégicas para a Instituição com grande agilidade e alto grau de confiança.
Além do acompanhamento diário das exposições aos diversos fatores de risco e do cálculo do valor em risco V@R, são realizados testes de estresse de flutuação das principais variáveis macroeconômicas, utilizando cenários históricos ou de mudança de premissas. Também é realizado o back-test, que consiste na averiguação de uma amostra de retornos da ocorrência de um número de perdas superiores ao V@R conforme o nível de confiança escolhido.
Em conformidade com a Resolução CMN nº 3.490/07, foi alterada a metodologia de cálculo do capital regulatório de risco de mercado, tendo como principais aperfeiçoamentos: a classificação das operações nas carteiras de Negociação (Trading) e de Não Negociação (Banking), e a inclusão de parcelas de alocação para outros fatores de riscos, além do de taxas de juros prefixadas, até então o único fator contemplado.
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